Foi dada a largada para o curso “Das ruas aos clássicos: psicologia social e práticas clínicas”

Primeiro encontro da turma ocorreu no último final de semana

No último sábado, demos início ao curso Das ruas aos clássicos: psicologia social e práticas clínicas, uma proposta de formação da Clínica Navegantes dedicada a pensar as relações entre Psicologia Social, clínica, cuidado, política e vida cotidiana.

O primeiro encontro, conduzido por Marianna Rodrigues, teve como tema “O arquipélago da Psicologia Social”. A aula partiu da ideia de que a Psicologia Social não constitui um campo único, homogêneo ou pacificado, mas um verdadeiro arquipélago: diferentes ilhas teóricas, metodológicas, epistemológicas e políticas, cada uma produzindo modos distintos de compreender o sujeito, o sofrimento, o social e a própria prática clínica.

A partir de autoras e autores como Luís Cláudio Figueiredo, Rosane Neves da Silva, Neuza Guareschi e Marilene Proença, discutimos como toda escuta clínica carrega uma concepção de sujeito, de mundo e de conhecimento, mesmo quando não estamos filiados a uma escola específica da Psicologia.

A aula buscou apresentar a Psicologia Social como um campo de disputas e travessias. Analisamos também como cada matriz teórica torna visíveis certos aspectos da experiência e pode, ao mesmo tempo, produzir zonas de cegueira. Para uma clínica social, esse é um ponto fundamental: escutar não é apenas acolher uma fala individual, mas também interrogar as condições históricas, institucionais, afetivas e políticas que tornam certas formas de sofrimento possíveis.

Nosso percurso segue no próximo encontro com a aula “Das ruas aos clássicos I: cotidiano e loucura”, conduzida por Jesús Alejandro Cerón. A proposta será pensar as ruas como dispositivo de encontro, relação e escuta, abrindo também uma introdução à história da loucura.

A aula acontecerá no próximo sábado, 10/10, das 10h30 às 12h30, em formato online.

Seguimos muito felizes com o início desse percurso coletivo de estudo, troca e elaboração. Que possamos, ao longo dos encontros, construir ferramentas para pensar uma clínica atenta às singularidades, mas inseparável do mundo em que elas se formam.

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